Política

DISPUTA ACIRRADA – Eleição na AROM expõe racha entre prefeitos de Rondônia

A diferença mínima escancarou que os gestores municipais não caminham em consenso dentro da AROM

A eleição para a presidência da Associação Rondoniense de Municípios (AROM) terminou com um resultado apertado e revelou um cenário de forte divisão entre os prefeitos de Rondônia.

O prefeito de Nova Mamoré, Marcélio Brasileiro, foi eleito presidente da entidade após vencer o prefeito de São Felipe D’Oeste, Ney da Paiol, por apenas cinco votos. Marcélio recebeu 26 votos, contra 21 de Ney.

A diferença mínima escancarou que os gestores municipais não caminham em consenso dentro da AROM. Nos bastidores, o resultado já é visto como um sinal do clima político que deve marcar Rondônia nos próximos meses, principalmente com a aproximação das articulações para as eleições estaduais de 2026.

A AROM tem papel importante na política rondoniense, pois representa os municípios em pautas administrativas, financeiras e institucionais junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal. Por isso, uma eleição tão dividida tende a refletir diretamente na força da entidade e na capacidade de articulação entre os prefeitos.

A vitória de Marcélio também ocorre em meio a desgastes políticos. O prefeito de Nova Mamoré foi alvo de pedido de cassação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral nas eleições de 2024. Na época, ele chegou a ser preso em flagrante com R$ 30 mil em dinheiro vivo, valor que, segundo a acusação, não constava na prestação de contas eleitoral.

Mesmo diante da polêmica, Marcélio conseguiu maioria suficiente para assumir o comando da AROM. A vitória, no entanto, veio apertada e deixou claro que a entidade sai da eleição com uma base dividida.

O resultado mostra que, mais do que uma disputa interna pela presidência da associação, a eleição da AROM expôs o tamanho do racha político entre os prefeitos de Rondônia.

Fonte: Humor Rondoniense

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