Notícias
Defesa de Jair Bolsonaro pede impedimento de Zanin, Dino e Moraes no STF e quer julgamento em plenário

A defesa dos denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos de impedimento dos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Alexandre de Moraes no julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros acusados por tentativa de golpe de Estado. Além disso, solicitaram que o julgamento ocorra no plenário completo do STF, em vez de na Primeira Turma.
Motivos dos Pedidos de Impedimento:
- Cristiano Zanin: Antes de se tornar ministro, atuou como advogado pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adversário político de Bolsonaro. A defesa alega que essa relação prévia comprometeria sua imparcialidade.
- Flávio Dino: Foi ministro da Justiça no governo Lula e, anteriormente, governador do Maranhão. A defesa argumenta que Dino já processou Bolsonaro no passado, o que poderia afetar sua neutralidade no julgamento.
- Alexandre de Moraes: A defesa do general Walter Braga Netto, também denunciado, solicitou o impedimento de Moraes, alegando que ele seria alvo de sequestro no suposto plano de golpe, o que poderia influenciar sua imparcialidade.
Situação Atual:
O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, já havia negado individualmente esses pedidos de impedimento em fevereiro. No entanto, diante dos recursos apresentados pelas defesas, Barroso convocou uma sessão extraordinária do plenário virtual para reavaliar as solicitações. Essa sessão ocorrerá entre quarta-feira (19) e quinta-feira (20) de março de 2025.
O julgamento da denúncia da PGR contra Bolsonaro e outros acusados está agendado para os dias 25 e 26 de março, na Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros, incluindo Zanin, Dino e Moraes.
Próximos Passos:
O plenário do STF decidirá sobre os pedidos de impedimento e a solicitação para que o julgamento ocorra no plenário completo. Essas decisões poderão impactar o andamento e a composição do julgamento da denúncia contra Bolsonaro e seus aliados.