Política

Ciro Gomes retorna ao PSDB após 27 anos

Foto: Reprodução/Youtube - Matéria com informações do IG Último Segundo

Ex-presidenciável busca novo espaço político em meio à crise tucana
O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, formalizou nesta quarta-feira (22), em Fortaleza, seu retorno ao PSDB — partido ao qual foi filiado entre 1990 e 1997. A cerimônia de filiação marcou o reencontro de Ciro com uma legenda que já foi uma das mais influentes do país, mas que hoje tenta se reerguer após sucessivas derrotas eleitorais e perda de protagonismo político.

PSDB tenta se recompor após queda de influência
Durante os anos 1990 e 2000, o PSDB foi protagonista da política nacional, elegendo Fernando Henrique Cardoso presidente por dois mandatos e disputando todas as eleições presidenciais até 2014. Desde então, o partido enfrenta declínio: perdeu governadores, enfraqueceu nas capitais e ficou sem representantes no Senado. Tentativas recentes de revitalização, como a aposta em José Luiz Datena para a Prefeitura de São Paulo, fracassaram antes mesmo de decolar.

Ciro e o retorno às origens
Após deixar o PSDB em 1997, Ciro passou por várias legendas e construiu uma trajetória marcada por discursos de centro-esquerda. No PDT, onde permaneceu por uma década, disputou três eleições presidenciais consecutivas e manteve por algum tempo proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem foi ministro da Integração Nacional. O rompimento com o petismo, após a escolha de Fernando Haddad como candidato em 2018, levou Ciro a endurecer o discurso e se distanciar do campo progressista.

Novo cenário político no Ceará
Com o retorno ao PSDB, Ciro surge como possível candidato ao governo do Ceará, em meio à divisão interna da família Gomes e ao avanço do bolsonarismo no estado. Durante o evento de filiação, ele esteve ao lado do ex-governador Tasso Jereissati, um dos principais nomes do tucanato histórico.

Um “grande passado” pela frente
O reencontro entre Ciro e os tucanos reflete um momento de busca por sobrevivência política de ambos os lados. Tanto o ex-presidenciável quanto o PSDB tentam reconstruir relevância em um cenário polarizado, onde velhas alianças e antigos projetos buscam um novo significado — ou, como ironizou um observador presente, “um grande passado pela frente.”

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