Fenômeno causado por fragmentos do cometa Halley poderá ser visto de várias regiões do Brasil, com até 20 meteoros por hora
A chuva de meteoros Oriônidas deve iluminar o céu na noite desta terça-feira (21), quando o fenômeno atingirá o pico de intensidade, com a expectativa de até 20 meteoros por hora. O espetáculo natural poderá ser observado a olho nu em várias regiões do Brasil, especialmente em locais afastados de centros urbanos.
O fenômeno ocorre anualmente quando a Terra cruza a trilha de detritos deixada pelo cometa Halley. As partículas de poeira e gelo entram na atmosfera terrestre e queimam, produzindo rastos luminosos que riscam o céu noturno.
De acordo com a Nasa, o período de atividade das Oriônidas vai até 22 de novembro, mas o melhor momento para observação será entre meia-noite e 2h da manhã desta terça. A coincidência com a Lua Nova cria uma condição ideal, com céu mais escuro e sem interferência de luz, o que aumenta a visibilidade dos meteoros.
Como e onde observar
Os meteoros parecem surgir da constelação de Órion, mas podem ser vistos em qualquer parte do céu. No hemisfério Sul, a recomendação é olhar para o nordeste, em locais com pouca poluição luminosa e horizonte aberto.
É importante que o observador evite o uso de lanternas, acomode-se confortavelmente e permita que os olhos se adaptem à escuridão por cerca de 20 a 30 minutos antes de começar a observação.
Melhores locais no Brasil
A chuva poderá ser vista em todo o território nacional, mas os melhores pontos de observação estão em áreas afastadas e de céu limpo, como:
- Chapada Diamantina (BA)
- Pantanal (MT e MS)
- Serra do Cipó e interior de Minas Gerais
- Serra Catarinense (Urubici e São Joaquim)
- Zonas rurais do Piauí e do Tocantins
Mesmo em grandes cidades, será possível observar parte do fenômeno em praias, mirantes e parques distantes da iluminação urbana.
A chuva de meteoros Oriônidas é considerada uma das mais belas do calendário astronômico. Além do impacto visual, o fenômeno guarda um significado histórico, pois está ligado ao cometa Halley, cuja última passagem visível da Terra ocorreu em 1986 — e que voltará a ser visto apenas em 2061.







