Política
Bolsonaro é aconselhado a não comparecer ao julgamento no STF, mas decisão ainda não foi tomada

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi orientado por sua defesa a não comparecer ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que começa nesta terça-feira (2/9). Os advogados avaliam que a presença dele poderia trazer mais prejuízos do que benefícios ao processo.
Apesar da recomendação, pessoas próximas afirmam que Bolsonaro ainda não bateu o martelo e cogita ir ao Tribunal. Caso decida comparecer, precisará solicitar autorização judicial, já que cumpre prisão domiciliar desde julho, por ordem do ministro Alexandre de Moraes. Até a manhã desta segunda-feira (1/9), nenhum pedido havia sido protocolado.
O julgamento envolve Bolsonaro e aliados acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de participação em uma suposta trama golpista para impedir a posse e a continuidade do governo Lula (PT). Entre os crimes apontados estão tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano qualificado contra patrimônio da União.
A sessão será aberta pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, seguida do relatório do ministro Alexandre de Moraes e da sustentação oral da PGR, conduzida por Paulo Gonet. A defesa de Bolsonaro terá, em seguida, o tempo para apresentar seus argumentos. O julgamento deve se estender até a próxima semana.
Enquanto isso, aliados do ex-presidente intensificam nas redes sociais os chamados para manifestações no 7 de setembro, pedindo “anistia já” e mobilizando a base bolsonarista. Do outro lado, movimentos progressistas também convocam atos para a data, em defesa da soberania nacional e contra a anistia.