Uma barragem localizada no garimpo Bom Futuro, em Ariquemes, passou a ser alvo de atenção diante de investigações sobre possíveis problemas estruturais e ambientais. A estrutura, conhecida como Barragem Santa Cruz, fica em uma região de exploração de cassiterita a cerca de 200 quilômetros de Porto Velho.

Segundo reportagem publicada por O Globo, foram identificadas rachaduras, erosões e questões relacionadas à retenção de rejeitos. O Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia acompanha o caso e determinou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) avalie a estabilidade da barragem e adote medidas de proteção.

A preocupação aumenta pelo possível caminho dos rejeitos em caso de um eventual rompimento. O material poderia atingir o Rio Santa Cruz, seguir pelo Vale do Jamari e alcançar a bacia do Rio Madeira, ampliando o impacto ambiental para outras áreas da região.

ANM E COOPERATIVA CONTESTAM RISCO IMINENTE

Apesar dos alertas, não há confirmação de que um rompimento seja iminente. A ANM informou que uma fiscalização realizada em março verificou a eficácia de intervenções corretivas na estrutura e que uma nova Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) deve ser apresentada até o fim de setembro.

A Coopersanta, responsável pela barragem, também afirma que a estrutura possui classificação de risco e dano potencial de classe média, passa por inspeções e possui estudos técnicos que respaldam sua estabilidade. A cooperativa nega vazamentos e transbordamentos no Rio Santa Cruz.

Enquanto o caso é acompanhado pelos órgãos de fiscalização, a discussão coloca o Bom Futuro e a proteção dos rios de Rondônia no centro de uma questão ambiental de grande alcance. O objetivo das apurações é esclarecer as condições atuais da barragem e identificar quais medidas são necessárias para evitar danos à população e ao meio ambiente.

Com informações O Globo*